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Capanema que se conheceu a uns noventa e seis anos atrás em
nada se compara com a de hoje; o seu relevo era formado por pequenos
montes separados entre si por grandes áreas baixas cortadas
por pequenos igarapés que formavam pântanos ao longo de
seus percursos. A Avenida Presidente Médice, dividia dois municípios: do Posto Texaco para leste pertencia ao município de Bragança ou Quatipurú, conforme a injução política da época, e a outra parte (lado oeste), pertencia ao município de Igarapé-Açu. O cemitério era situado mais ou menos onde temos hoje o Estádio Leandro Pinheiro, e a igreja ficava na Passagem Cruzeiro, portanto o cemitério e a igreja (Nossa Senhora do Carmo) ficavam em território pertencente a Igarapé-Açu. Todo o quarteirão onde foram construídos: o Fórum, casa Oliveira Banco Bradesco etc. era um grande pantanal provocado por um córrego que vinha do local onde é construída a Loja Radisco. Alfredo Oliveira contava do grande esforço desprendido para vencer aquele pantanal e erguer sua casa, local escolhido por ele por ser de boa localização, pois era próximo à estação do trem e também porque a área não era cobiçada por ninguém. Naquela época, o nosso comércio resumia-se nuns poucos botecos. A carne era vendida sob árvores, onde colocava-se uma mesa e ... a frequesia era atendida. Com a vinda de novos colonizadores é que o povoado foi crescendo. Construiu-se a primeira igreja no local onde se encontra o prédio da Caixa Econômica Federal, a prefeitura (chamada intendência) era em frente a atual Igreja Matriz . Muitas foram as transformações operadas em nossa cidade de l900 até nossos dias, transformações advindas do esforço dos colonizadores que para cá vieram principalmente nordestinos, turcos, portugueses, sírios e também japoneses a partir de l930. Esses povos deram origem ao povo capanemense e também contribuiram para o desenvolvimento de nossa terra. Hoje o capanemense continua labutando por maior progresso, consciente de sua responsabilidade no destino de seu torrão |